My Contortionists: what’s behind. The complicated path towards simplicity.

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In 2015, I started a series of 19 30x30cm paintings, titled “Contortions”, which I completed and exhibited for the first time in 2016 in Lisbon and, later, in “limited edition”, in Italy.
The idea of ​​working on contortionists was born a few years earlier, and the first painting with this subject is now in Peru, in “Casa Barco” hotel in Punta Hermosa.
Various aspects interest me in this subject.
From an aesthetic point of view, I’m charmed by the amazing beauty that a human body is able to create in crossing its own limits. Here I also find a contact point with the more spiritual yoga practice: coincident aesthetics and divergent objectives. On the one hand you have the show, the entertainment, on the other the soul, searching in a continuous overcome. The boundaries between the two practices are not definite, so I am not surprised that among those who bought some of this series’ paintings there are also yoga practitioners, and that some of these paintings have also been exhibited during the “Lisbon Yoga Festival” a few months ago.

From an emotional and personal point of view, the theme of street performing arts and, in particular, the nouveau cirque‘s world, are particularly dear to me: curiously, only after having started working on this series and after having begun a second one, I realized the importance that this universe has had in a part of my story. It came into my life through someone who has been very special to me, many years ago, and who is no longer alive. It got later even more color and warmth thanks to another person, a wonderful source of inspiration, who shared with me a moment of her life and travels as far as street theater performances. It gave me very strong emotions thanks to the wonderful performances that I saw later, by touring festivals in Italy and France, going so far as to dream, for a moment, to organize a small street theater festival.

From a symbolic point of view, finally, I find that the contortionist’s body is an easy metaphor of complexity: a knotted, tangled body, reminding me of the human mind and its processes which are sometimes so convoluted, that turn incomprehensible, even when produced by ourselves.

In this series it is primarily the latter that prevails, and it is for this reason that I decided to relate every contortionist with an animal. At one point of my path, I decided that, together with portraying the human soul and its conflicts in our social context, I would have looked for a solution or an answer. I also liked the idea of ​​playing with the theme and letting smile at it a bit (because this is part of those answers!). The animal’s presence, in its being simply itself, contrasts with the man-contortionist’s refined complication and research. It is, from my point of view, a call to balance. Yes, searching, evolving is important, but in this process it is important not too loose the simple and natural part of ourselves: a journey that can last a lifetime.
As the Italian Leo Longanesi: wrote in 1927 “Il facile è difficilissimo. Il semplice è complicatissimo” (“The easy it is very hard. The simple is very complicated.”).

IT

I miei contorsionisti e la loro storia: il complicato percorso verso la semplicità.

Nel 2015 ho iniziato una serie di 19 quadri 30×30, intitolata “Contortions“, che ho completato ed esposto per la prima volta nel 2016 a Lisbona e, più tardi, in “edizione ridotta” in Italia.
L’idea di lavorare sui contorsionisti è nata qualche anno prima, e il primo quadro con questo soggetto si trova ora in Perù, nell’hotel “Casa Barco” a Punta Hermosa.
Vari sono gli aspetti che mi attraggono in questo tema.
Da un punto di vista estetico, mi colpisce la bellezza stupefacente che un corpo umano riesce a creare nell’oltrepassare i propri limiti. In questo trovo anche un punto di contatto con la pratica, più spirituale, dello yoga: estetiche coincidenti per obiettivi divergenti. Da un lato fare spettacolo, intrattenere, dall’altro la ricerca interiore nel continuo superarsi. I confini tra le due pratiche non sono netti e non mi sorprende che, tra coloro che hanno acquistato alcuni quadri di questa serie, ci siano anche dei praticanti dello yoga e che alcune di queste opere siano state esposte durante il “Lisbon Yoga Festival” qualche mese fa.

Da un punto di vista emozionale e personale, i temi delle arti performative di strada e, in particolare, dell’universo del nouveau cirque mi sono particolarmente cari: curiosamente, soltanto dopo avere iniziato a lavorare a questa serie, e dopo averne iniziata un’altra, mi sono ricordata dell’importanza che questa dimensione ha avuto in una parte della mia storia. È entrata nella mia vita grazie a una persona che è stata per me molto speciale, tanti anni fa, e che non c’è più. Ha poi preso ancora più colore e calore grazie a un’altra persona, splendida fonte d’ispirazione, che ha condiviso con me un momento della sua vita e dei suoi viaggi e performances di teatro di strada. Mi ha regalato emozioni fortissime grazie agli splendidi spettacoli che ho visto più tardi, girando per festival in Italia e in Francia, arrivando al punto di sognare, per un momento, di organizzare un piccolo festival di teatro di strada.

Da un punto di vista simbolico, infine, trovo che il corpo del contorsionista si presti assai facilmente ad essere metafora della complessità: un corpo annodato, ingarbugliato, che a me ricorda la mente umana e i suoi processi a volte tanto contorti, appunto, da esserci incomprensibili, seppur da noi stessi prodotti.

In questa serie è soprattutto quest’ultimo aspetto che prevale, ed è per questa ragione che ho deciso di mettere in relazione ogni contorsionista con un animale. A un certo momento del mio percorso, ho deciso che, insieme a ritrarre l’animo umano e i suoi conflitti nel nostro contesto sociale, avrei anche cercato una soluzione o una risposta. Mi piaceva inoltre l’idea di giocare con il tema e sorriderne un po’ (perché anche questo fa parte della suddetta risposta!). La presenza dell’animale, nel suo semplice essere se stesso, contrasta con la raffinata complicazione e ricerca dell’uomo-contorsionista.  È, dal mio punto di vista, un invito alla ricerca dell’equilibrio. Sì, cercare, evolversi, ma farlo nella semplicità, senza perdere il contatto con la parte semplice e naturale di noi stessi: un percorso, questo, che può durare una vita.
Come ha scritto nel 1927 Leo Longanesi: “Il facile è difficilissimo. Il semplice è complicatissimo”.

 

PT

Os meus Contorcionistas: O que está por trás. O complexo caminho para a simplicidade.

Em 2015 comecei uma série de 19 pinturas 30x30cm, com título “Contortions“, que terminei e expus pela primeira vez em 2016 em Lisboa e, depois, em “edição limitada”, na Itália.
A ideia de trabalhar sobre contorcionistas nasceu alguns anos antes, e a primeira pintura sobre este tema está agora no Peru, no hotel “Casa Barco” em Punta Hermosa.
Há vários aspectos que me interessam neste assunto.
Dum ponto de vista estético, estou fascinada pela beleza surpreendente que um corpo humano é capaz de criar ao ultrapassar os seus próprios limites. Aqui também encontro um ponto de contacto com a mais espiritual prática do yoga: estéticas coincidentes e objectivos divergentes. Dum lado há o fazer espectáculo, o entretenimento, do outro, a procura da alma numa contínua auto-superação. As fronteiras entre as duas práticas não são definidas, por isso não me surpreende que, entre os que compraram algumas das pinturas dessa série haja também praticantes do yoga, e que algumas dessas pinturas também foram exibidas durante o ‘Lisbon Yoga Festival’ há alguns meses atrás.

Dum ponto de vista emocional e pessoal, os temas das artes performativa de rua e, em particular, do mundo do cirque nouveau são particularmente queridos para mim: curiosamente, foi só depois de ter trabalhado nesta série e depois de ter começado uma segunda que me apercebi da importância que este universo teve numa parte da minha história. Entrou na minha vida graças a alguém que tem sido muito especial para mim, há muitos anos, e que já se foi. Mais tarde ganhou ainda mais cor e calor, graças a outra pessoa, uma maravilhosa fonte de inspiração, que compartilhou comigo um momento da sua vida e das suas viagens assim como as suas performances de teatro de rua. Deu emoções muito fortes graças às performances de cirque nouveau que vi mais tarde, à volta por festivais na Itália e na França, o que me fez sonhar, por um momento, de organizar um pequeno festival de teatro de rua.

Dum ponto de vista simbólico, finalmente, acho que o corpo do contorcionista é uma fácil metáfora da complexidade: um corpo atado, enrolado, que lembra-me a mente humana e os seus processos às vezes tão complicados, que se tornam incompreensíveis, mesmo sendo produzidos por nós próprios.

Nesta série é principalmente esta última ideia que prevalece, e é por essa razão que decidi relacionar cada contorcionista com um animal. A um ponto do meu percurso decidi que, juntamente com retratar a alma humana e os seus conflitos no nosso contexto social, teria buscado uma solução ou resposta. Também gostava da ideia de brincar com o tema deixando sorrir (porque isso faz parte dessas respostas!). A presença do animal, no seu ser simplesmente si próprio, contrasta com a refinada complicação e pesquisa do homem-contorcionista. É, do meu ponto de vista, um convite ao equilíbrio. Sim, buscar, evoluir é importante, mas neste processo é também fundamental não perder a parte simples e natural de nós próprios: uma viagem, esta, que pode durar uma vida.
Como o italiano Leo Longanesi escreveu em 1927: “Il facile è difficilissimo. Il semplice è complicatissimo “(“O fácil é dificílimo. O simples é complicadíssimo.”).

 

ES

Mis contorsionistas y su historia: el complicado camino hacia la sencillez.

En el año 2015 comencé una serie de 19 cuadros de 30x30cm, con titulo “Contortions“, que terminé y exhibí por primera vez en 2016 en Lisboa y, posteriormente, en “edición limitada”, en Italia.
La idea de trabajar sobre contorsionistas nació unos años atrás, y la primera pintura con este tema está ahora en Perú, en el hotel “Casa Barco” en Punta Hermosa.
Hay varios aspectos que me interesan en este tema.
Desde un punto de vista estético, estoy encantada por la increíble belleza que un cuerpo humano es capaz de crear al cruzar sus propios límites. Aquí también encuentro un punto de contacto con la práctica más espiritual del yoga: estéticas coincidentes y objetivos divergentes. Por un lado hay el espectáculo, el entretenimiento, por el otro el alma en busca de una continua superación. Los límites entre las dos prácticas no son definitivos, por lo que no me sorprende que entre los que compraron algunas de las pinturas de esta serie también hay practicantes de yoga, y que algunas de estas pinturas también se han exhibido durante el “Festival de Yoga de Lisboa” un hace unos meses.

Desde un punto de vista emocional y personal, el tema de las artes escénicas callejeras y, en particular, lo del mundo del nouveau cirque me resulta particularmente querido: curiosamente, solo después de haber comenzado a trabajar en esta serie y después de haber empezado una segunda, me di cuenta de la importancia que este universo ha tenido en una parte de mi historia. Entró en mi vida a través de alguien que ha sido muy especial para mí, hace muchos años, y que ya se fue. Se puso entonces aún más color y calor gracias a otra persona, una maravillosa fuente de inspiración, que compartió conmigo unos momentos de su vida y viajes hasta sus espectáculos de teatro callejero. Me dio emociones muy fuertes gracias a las increíbles actuaciones que vi más tarde, al recorrer festivales de nuevo circo en Italia y Francia, llegando a soñar, por un momento, de organizar un pequeño festival de artes callejeras.

Desde un punto de vista simbólico, finalmente, me parece que el cuerpo del contorsionista es una fácil metáfora de la complejidad: un cuerpo atado y enmarañado, que me recuerda la mente humana y sus procesos a veces tan complicados que nos resultan incomprensibles, aunque producidos por nosotros mismos.

En esta serie es principalmente el último aspecto que prevalece, y es por esta razón que decidí relacionar cada contorsionista con un animal. En un momento de mi camino llegué a la conclusion que, junto con retratar el alma humana y sus conflictos en nuestro contexto social, habría buscado una solución o una respuesta. También me gustó la idea de jugar con el tema y dejar sonreír un poco (¡porque esto es parte de esas respuestas!). La presencia del animal, en su ser simplemente si mismo, contrasta con la refinada complicación e investigación del hombre-contorsionista. Es, desde mi punto de vista, una invitación al equilibrio. Sí, buscar, evolucionar es importante, pero en este proceso tenemos que no perder la parte simple y natural de nosotros mismos: un viaje, este, que puede durar toda una vida.
Como el italiano Leo Longanesi escribió en 1927: “Il facile è difficilissimo. Il semplice è complicatissimo “(” Lo fácil es dificilísimo, lo simple es complicadisimo “).

 

FR

Mes contorsionnistes et leur histoire : le compliqué chemin vers la simplicité.

En 2015 j’ai commencé une série de 19 tableaux 30x30cm, intitulée « Contortions», que j’ai complété et exposé pour la première fois en 2016 à Lisbonne et, plus tard, en édition limitée, en Italie.
L’idée de travailler sur le thème des contorsionnistes est née quelques années plus tôt, et le premier tableau sur ce sujet est maintenant au Pérou, dans l’hôtel “Casa Barco” à Punta Hermosa.
Il y a différents aspects qui m’intéressent dans ce domaine.
D’un point de vue esthétique, je suis charmée par la beauté étonnante qu’un corps humain peut créer en franchissant ses propres limites. Ici, je trouve également un point de contact avec la pratique plus spirituelle du yoga : esthétiques coïncidentes et cibles divergents. D’une part, on a le spectacle, le divertissement, de l’autre, l’âme recherchant dans une surenchère continue. Les frontières entre les deux pratiques ne sont pas définies, donc je ne suis pas surprise que parmi ceux qui ont acheté des tableaux de cette série, il y a aussi des praticiens du yoga, et que certaines de ces peintures ont également été exposées lors du « Lisbon Yoga Festival » a quelques mois auparavant.

D’un point de vue émotionnel et personnel, les thèmes des arts de rue et, en particulier, du nouveau cirque me sont particulièrement chers : il est surprenant que, seulement après avoir commencé à travailler sur cette série et après avoir commencé une seconde, je me suis rendu compte de l’importance de cet univers dans une partie de mon histoire. Il est entré dans ma vie grace à quelqu’un qui m’a été très spécial, il y a plusieurs années et qui n’est plus vivant. Il a pris encore plus de couleur et de chaleur grâce à une autre personne, une source d’inspiration merveilleuse, qui m’a partagé un moment de sa vie et de voyage et ses spectacles de théâtre de rue. Cela m’a donné des émotions très fortes grâce aux spectacles merveilleux que j’ai vus plus tard, dans des festivals en Italie et en France, allant jusqu’à rêver pour un moment d’organiser un petit festival de théâtre de rue.

D’un point de vue symbolique, je trouve enfin que le corps du contorsionniste est une facile métaphore de la complexité : un corps noué et enchevêtré, me rappelant l’esprit humain et ses processus parfois aussi compliqués, qui nous deviennent incompréhensibles, même s’ils sont produits par nous-mêmes.

Dans cette série, c’est principalement le dernier aspect qui l’emporte, et c’est pour cette raison que j’ai décidé de rapporter chaque contorsionniste à un animal. À un moment de mon chemin, j’ai décidé que, avec la représentation de l’âme humaine et de ses conflits dans notre contexte social, j’aurais aussi cherché une solution ou une réponse. Et j’ai aimé l’idée de jouer avec le thème et de laisser sourire un peu (car cela fait partie de ces réponses !). La présence de l’animal, en soi-même, contraste avec la complication et la recherche raffinées de l’homme-contorsionniste. C’est, de mon point de vue, un appel à l’équilibre. Oui, la recherche, l’évolution sont importantes, mais dans ce processus, il est aussi important de ne pas perdre la partie simple et naturelle de nous-mêmes : un voyage cela qui peut durer toute une vie.
Comme l’italien Leo Longanesi a écrit en 1927 : “Il facile è difficilissimo. Il semplice è complicatissimo “(” Le facile, c’est très dur. Le simple est très compliqué “).

 

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